2ª Redação Setembro – A educação financeira do cidadão brasileiro

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema A educação financeira do cidadão brasileiro, apresentando experiência ou proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Deixe claro o seu ponto de vista, por meio de argumentos coerentes e com embasamentos teóricos.

TEXTO 1

Endividamento das famílias chega a 46,3%, o maior em 10 anos, mostra BC

Conta considera total das dívidas em relação à renda nos últimos 12 meses.
Comprometimento da renda com as dívidas ficou em 21,98% em abril.

Quase metade da renda das famílias brasileiras está comprometida com dívidas, segundo dados do Banco Central. O endividamento das famílias chegou a 46,3% em abril, o maior percentual desde o início da pesquisa, em 2005. O BC destaca, no entanto, que a série foi recalculada em março. A conta considera o total das dívidas das famílias em relação à renda acumulada nos últimos 12 meses.

Tirando da conta o crédito habitacional, no entanto, essa parcela de endividamento cai para 27,61%, e vem recuando desde janeiro, quando estava em 27,94% – o que sugere que é a compra da casa própria que vem puxando o endividamento das famílias este ano. Sem essa fatia, o endividamento também é o menor desde 2009.

Os dados do Banco Central também mostram que as famílias comprometeram, em abril, 21,98% da renda para pagar as dívidas daquele período. O chamado comprometimento da renda das famílias está praticamente estável desde fevereiro.

(http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2015/06/endividamento-das-familias-chega-463-o-maior-em-10-anos-mostra-bc.html)

 TEXTO 2

Pesquisa revela que brasileiro não sabe reconhecer que está endividado

Menos de um terço dos entrevistados admite que tem dívidas.
Pesquisa foi feita pelo SPC e pelo portal Meu Bolso Feliz.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito revelou que a maioria das pessoas tem uma noção errada do que é estar endividado, o que dificulta o controle do orçamento. Menos de um terço dos entrevistados admite que tem dívidas, então, o consumidor com prestações a pagar ou que comprometeu mais de 30% do salário deve ficar atento.

Uma pessoa é considerada endividada quando tem parcelas a pagar de compras que foram divididas, por exemplo, no cartão de crédito e se torna inadimplente, quando essas parcelas ficam pendentes por mais de 90 dias.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito e pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz mostra que 73% das pessoas têm noção errada sobre o que é ter uma dívida. Apenas 28% admitiram estar endividadas e 41% dos consumidores atrasaram, pelo menos, uma conta no ano passado.

O economista Caio Gonçalves explica que não há problema em assumir dívidas desde que isso seja feito com planejamento financeiro. “É importante você reservar no máximo 30% de sua renda líquida para o endividamento. Para a pessoa que ganha uma renda de R$ 1 mil é importante que ela não supere R$ 300 com o cartão de crédito ou com empréstimos. Lembrando, ainda, que ela pode reservar R$ 100 por mês para o caso de ocorrer imprevistos e os outros R$ 600 são para as despesas correntes e também para as despesas variáveis”, diz.

A cozinheira Dircilene Ferreira diz que ficou desempregada e durante dois anos não conseguiu pagar o cartão de crédito. Hoje, ela pensa muito antes de assumir qualquer compromisso financeiro. “Se eu tiver dinheiro para comprar, eu compro. Senão, eu prefiro não comprar”, diz.

(http://g1.globo.com/hora1/noticia/2015/03/pesquisa-revela-que-brasileiro-nao-sabe-reconhecer-o-endividamento.html ) 

TEXTO 3

Saiba como educação financeira pode ser trabalhada nas escolas (Lucas Rodrigues)

Recorrente em conteúdos de matemática, a educação financeira também pode ser trabalhada de forma interdisciplinar pelos professores do ensino fundamental e médio, inclusive em disciplinas de humanas.

Nas aulas de geografia, por exemplo, o tema  pode ser ensinado por meio dos conceitos de blocos econômicos, importações e exportações, IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), PIB (Produto Interno Bruto), crescimento econômico e desemprego estrutural.

Em história, os docentes podem trabalhar a contextualização da função do dinheiro na sociedade; em biologia, noções de sustentabilidade, desenvolvimento econômico versus impactos ambientais. Já em sociologia, pode-se abranger a noção de espaço público.

“A educação financeira não precisa ser uma matéria. Ela pode ser desenvolvida em sala de aula pelos professores de qualquer disciplina”, analisa Silvia Morais, superintendente da AEF (Associação de Educação Financeira do Brasil). “Faz todo sentido para o tipo de jovem que a gente quer que saia do ensino médio.”

Experiências nas escolas

No colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo, o tema é abordado já com os estudantes do terceiro ano do ensino fundamental. Lá as crianças começam a se familiarizar com conceitos do assunto simulando uma feira livre, em que eles trazem produtos, como livros, bijuterias e até alimentos, para serem comercializados com dinheiro fictício.

“Uma criança coloca um brigadeiro no preço ‘x’ e a outra no preço ‘y’. Então elas começam a comprar pelo valor que está mais em conta”, diz Maria Cristina Gomide Giglio, coordenadora do Nível I da instituição. “É importante que elas aprendam a lidar com o dinheiro já nas séries iniciais. Elas já são consumistas.”

O Colégio Faap implantou há três anos projetos especiais optativos. Entre eles está o curso de Inteligência Econômico-Financeira para alunos do ensino médio, ministrado por Sylvie Massaini, professora também de cursos de graduação na Faap (Fundação Armando Álvares Penteado). Nele são discutidas questões sobre investimentos, consumo e aposentadoria. Além disso, o curso promove uma iniciação ao “economês”, ou seja, ao jargão da economia e alguns conceitos. (…)

(http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/05/09/saiba-como-educacao-financeira-pode-ser-trabalhada-nas-escolas.html)

TEXTO 4

Medida provisória amplia limite do crédito consignado

Limite de desconto mensal foi ampliado de 30% para 35% da renda.
5% serão reservados exclusivamente para pagamento do cartão de crédito.

O limite do crédito consignado – descontado mensalmente da folha de pagamento do trabalhador, aposentado ou pensionista – será ampliado de 30% da renda para 35%, segundo medida provisória publicada no “Diário Oficial” da União desta segunda-feira (13).

De acordo com o texto, que já vale a partir da publicação, esse percentual a mais, de 5%, só poderá ser usado para bancar as despesas com cartão de crédito. Ou seja, além de o trabalhador poder pedir um crédito ao banco equivalente até 30% do que ganha por mês, como antes, ele também poderá comprometer mais 5% do seu salário para pagar suas dívidas com cartão de crédito, que tem taxas de juros muito mais altas.

“O total de consignações facultativas não excederá trinta e cinco por cento da remuneração mensal, sendo cinco por cento reservados exclusivamente para a amortização de despesas contraídas por meio de cartão de crédito.”

Uma pessoa que recebe R$ 2.000 por mês antes podia comprometer com empréstimo em folha até R$ 600 (30%). Com a nova regra, esse valor sobe para R$ 700 (35%), e desse total, R$ 100 só podem ser usados para pagar as dívidas do cartão de crédito.

A regra também vale para aposentados e pensionistas. Atualmente, segundo o Ministério da Previdência, 3,9% deles têm contratos de empréstimos consignados – 1,013 milhão de contratos só para quem recebe do INSS.

No final de maio, a presidente Dilma Rousseff havia vetado o aumento do limite de crédito consignado de 30% para 40% da renda do trabalhador. Na ocasião, a presidente argumentou que “sem a introdução de contrapartidas que ampliassem a proteção ao tomador do empréstimo, a medida proposta poderia acarretar um comprometimento da renda das famílias para além do desejável e de maneira incompatível com os princípios da atividade econômica”.

Quase metade da renda das famílias brasileiras está comprometida com dívidas, segundo dados divulgados recentemente pelo Banco Central. O endividamento das famílias chegou a 46,3% em abril, o maior percentual desde o início da pesquisa, em 2005. A conta considera o total das dívidas das famílias em relação à renda acumulada nos últimos 12 meses.

(http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2015/07/medida-provisoria-amplia-limite-do-credito-consignado.html )

TEXTO 5

educação financeira

(chargedodiemer.blogspot.com)

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