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Biologia no ENEM: Imunização
03/08/2018

Biologia no ENEM: Imunização

Imunização humoral tem a ver com anticorpos, que nada mais são do que proteínas. Um erro muito comum dos vestibulandos é achar que um anticorpo, também conhecido como imunoglobulina, é uma célula, mas foca aqui com a gente: anticorpo é uma proteína produzida por uma célula chamada linfócito B.

Primeiramente, imunização humoral significa produção de anticorpo. Ela pode acontecer de duas formas. Uma delas é colocando o anticorpo na pessoa, e a outra, é obrigando o corpo a produzir aquele determinado anticorpo. Assim, temos as imunizações ativa e a passiva.

No caso da imunização ativa, o corpo é obrigado a produzir os anticorpos. Isso acontece de duas formas. A primeira é a vacina, onde o antígeno, vulgo o causador da doença (bactéria, vírus), é injetado no seu corpo, o obrigando a produzir o anticorpo. Já a segunda forma, é a contraindo a doença. A diferença do patógeno (o causador da doença) é que na vacina ele está enfraquecido, já na doença ele está 100% ativo. Resumindo, o antígeno é colocado no seu corpo e ele é obrigado a produzir o anticorpo, sendo a vacina a imunização ativa artificial e a doença a imunização ativa natural.

Na imunização passiva, o anticorpo é entregue pronto ao corpo. Essa imunização acontece por três meios: soro, leite materno e placenta. No soro, já há o anticorpo. O leite materno ou colostro e a placenta são as formas que a mãe tem de passar anticorpos ao filho.

Ao compararmos a imunização ativa com a passiva, vemos que na ativa é colocado o antígeno e a pessoa é obrigada a produzir o anticorpo. Na imunização passiva, o anticorpo é colocado na pessoa, logo, o corpo não produz a imunoglobulina. Além disso, a vacina geralmente é dada antes da pessoa ficar doente, ela é feita para evitar que a doença seja contraída. Logo, a vacina é um método preventivo. Já o soro possui ação imediata, o método é curativo.

Por fim, vamos falar sobre a geração de memória imunológica que é quando as células de defesa, principalmente o linfócito B, já sabem qual vai ser o anticorpo produzido para combater aquele determinado antígeno. Essa memória só acontece quando o antígeno é observado. Se seu corpo nunca olhou o antígeno, não há como saber qual anticorpo irá combate-lo. Logo, a memória imunológica só acontece quando o antígeno é apresentado ao corpo. Isso não acontece por meio do soro, mas sim pela vacina. Outra forma de falar sobre memória imunológica é sensibilizar. Ou seja, se você já é sensibilizado, quer dizer que você já tem a memória contra aquele determinado antígeno. Por exemplo, se você não tem HIV, ao buscarem no seu sangue anticorpos anti-HIV, eles não serão encontrados. O anticorpo só aparece quando seu corpo já viu aquele antígeno.

A partir do momento que seu corpo encontra o antígeno pela primeira vez, acontece um processo de janela imunológica que é o tempo necessário para iniciar a produção dos anticorpos. Essa produção é chamada de resposta primária que é lenta e menor. Caso você entre em contato com aquele antígeno novamente, seu corpo já vai possuir memória imunológica e terá uma resposta secundária, que é muito mais rápida e eficiente.